Mais do que quantidade, é hora de focar na experiência real de quem dirige um elétrico.

Enquanto o número de eletropostos cresce nas estatísticas, a experiência prática do usuário ainda é frustrante. Muitos motoristas relatam dificuldades com aplicativos confusos, interfaces pouco intuitivas, falhas de conexão, carregadores ocupados ou inoperantes e, o mais grave, sensação de insegurança ao recarregar à noite ou em locais afastados.

O problema não é só técnico — é de experiência. Um bom eletroposto precisa ter localização estratégica, iluminação adequada, área coberta, vigilância e integração com sistemas de pagamento fáceis. A jornada de quem usa um EV deve ser tratada com o mesmo cuidado que se dá a um cliente de restaurante ou hotel. Afinal, é ali que ele vai passar entre 20 e 60 minutos esperando o carro carregar.

Se quisermos ver mais carros elétricos nas ruas, precisamos olhar menos para o gráfico de crescimento da rede e mais para o que o motorista vive. Porque a experiência ruim de hoje se transforma na desistência de amanhã. E a infraestrutura só será um pilar real da mobilidade elétrica quando for pensada do ponto de vista de quem está ao volante — e não apenas dos números nos relatórios.

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