O custo inicial assusta, mas o TCO pode surpreender quem fizer as contas.
A ideia de que carros elétricos são inacessíveis ainda persiste, especialmente quando comparamos apenas o valor de entrada na concessionária. No entanto, essa conta muda bastante quando analisamos o TCO (Total Cost of Ownership) — ou seja, o custo total de ter o veículo ao longo dos anos. E nessa equação, o elétrico pode sair muito mais em conta do que um carro a combustão.
Ao considerar isenção de IPVA em alguns estados, manutenção mínima (sem óleo, correias ou velas) e o custo muito inferior do “abastecimento” (kWh vs gasolina), muitos modelos se tornam mais vantajosos após 3 ou 4 anos de uso. Um estudo recente da consultoria BCG apontou que, no Brasil, modelos elétricos com preço até R$ 200 mil conseguem empatar com seus equivalentes a combustão em cerca de 40 mil km rodados.
Claro que nem todo consumidor quer ou pode fazer esse investimento inicial, mas os dados mostram que o elétrico é menos “caro” do que parece — ele só é diferente. Cabe ao setor oferecer mais opções e às instituições financeiras adaptarem seus produtos para esse novo perfil de consumo. Porque, no final das contas, a pergunta real não é “quanto custa?”, e sim “quanto vale?”.