Iniciativa prevê 10 mil carregadores rápidos em rodovias e centros urbanos com R$ 2 bilhões em investimentos.
O governo federal anunciou nesta semana o Plano Nacional de Infraestrutura de Recarga Elétrica (PNIRE), que visa instalar 10 mil carregadores rápidos no país até o final de 2026. O programa será viabilizado por meio de parcerias público-privadas, com aporte inicial de R$ 2 bilhões, e contará com apoio de bancos de fomento, montadoras, concessionárias de energia e startups do setor de mobilidade.
O projeto prevê a criação de corredores elétricos ligando as principais capitais do país, além de pontos de recarga em centros comerciais e polos industriais. Os carregadores terão potência mínima de 100 kW e seguirão o padrão europeu (CCS2), com foco na interoperabilidade entre sistemas e na eficiência energética. O objetivo é reduzir a chamada “ansiedade de autonomia” que ainda afasta muitos consumidores.
Especialistas comemoraram o anúncio, mas alertam que a execução será o grande desafio. “O plano é ousado, mas necessário”, afirma Marília Coutinho, consultora em mobilidade elétrica. “O Brasil não pode ficar para trás enquanto o mundo acelera a transição energética. Agora, é garantir que os recursos sejam bem aplicados e que os usuários realmente sintam a diferença.”